Eugenio Bacelar Viana - C.R.M.-Ba:4318 - R.Q.E.:6789
Excelência no Diagnóstico e Tratamento das Doenças do Aparelho Digestivo
  • Telefone:(71) 2132-2802
  • Whatsapp: (71) 99978-1720
  • E-mail: contacto@eugenioviana.com.br
COLONOSCOPIA

O EXAME


O principal método para rastrear o câncer cólon é a colonoscopia, procedimento que também auxilia na identificação de pólipos, inflamações, úlceras e outras alterações no intestino. Apesar de sua importância para detectar o câncer precocemente e, assim, permitir a aplicação terapêutica mais efetiva, o senso comum ainda resguarda muitas más interpretações a respeito deste exame.

Colonoscopia

Colonoscopia

O exame é realizado sob sedação, assim o paciente não sente nada durante o procedimento. Todavia, o preparo pode ser desconfortável, haja vista a necessidade do uso de medicamentos laxativos que esvaziam o intestino grosso e permitem o estudo do cólon.

O Equipamento

O Equipamento


O procedimento é realizado com um equipamento que possuí na extremidade distal uma câmera de alta resolução permitindo a visão detalhada dos vários segmentos colônicos, o mesmo possuí canais que permitem a introdução de acessórios para realização de biópsias ou resseções de lesões.


Muitos ficam com receio, acreditando que o processo será doloroso ou incômodo. Esse é o questionamento mais recorrente, seguido das dúvidas referentes à sedação e do temor do pós-procedimento. Há casos, inclusive, em que há desistência, agarrando-se nos mitos propagados sobre o assunto. Por isso é fundamental esclarecer tudo que acontece antes, durante e após a colonoscopia, haja vista que ela é primordial para identificar lesões e problemas que podem evoluir para câncer.


O câncer de cólon e reto é o terceiro mais prevalente no nosso meio, devendo ser rastreado em homens e mulheres a partir dos 50 anos. Para os indivíduos com risco médio ou populacional, ou seja, pessoas sem histórico familiar da doença, antecedente pessoal de câncer ou adenomas intestinais, doenças inflamatórias do intestino nem condições genéticas predisponentes, os métodos mais utilizados são a pesquisa anual de sangue oculto nas fezes em três amostras e a colonoscopia a cada cinco anos.


Aos indivíduos com casos na família, o rastreamento com a colonoscopia (e/ou outros exames) deve ser iniciado 10 anos antes em que o caso foi diagnosticado. Ou seja, se o tumor no parente foi diagnosticado aos 45 anos, deve-se iniciar o rastreamento aos 35. Tais pacientes devem repetir a colonoscopia a cada um ou dois anos (dependendo do caso).

Colonoscopio

Colonoscopio


De acordo com o US Preventive Service Task Force, o rastreamento de rotina tem de ser feito até os 75 anos de idade. Na faixa dos 76 aos 85 anos, essa decisão precisa considerar fatores individuais. Convém frisar que, depois dos 85 anos, a investigação do câncer colorretal está contraindicada em indivíduos previamente rastreados.



INDICAÇÕES


  • Pacientes com alteração de hábito intestinal, anemia ou perda de sangue pelo reto. Algumas lesões causadoras de sangramento, tais como pólipos, podem evoluir para câncer. O risco maior acontece nos pólipos adenomatosos que apresentam mais de um centímetro de diâmetro. Pequenos tumores e pólipos (grupos de células que se formam na mucosa do reto) podem ser removidos. Na maioria dos casos isto é feito já durante a colonoscopia, com um pequeno laço preso ao aparelho, cortando o pólipo pela base.
  • Pacientes com mais de 50 anos e com antecedentes familiares de câncer de intestino formam um grupo de risco para câncer de cólon e reto. Outros fatores que contribuem para um maior risco são: doença inflamatória intestinal, tabagismo, obesidade, dieta pobre em fibra, diabetes tipo II não controlada.
  • Avaliação endoscópica e histológica de extensão de doença inflamatória crônica intestinal em paciente em tratamento, com diagnóstico confirmado e geralmente em acompanhamento clínico por mais de 6 meses.
  • Seguimento com pesquisa de displasia em portadores de retocolite ulcerativa com doença inativa e após decorrer o prazo indicado para entrada nesta rotina.
  • Pesquisa de lesão sincrônica em portador de neoplasia de cólon. Preferencialmente pré-operatória, podendo, no entanto, ser realizada até 3 meses do pós-operatório. Idem para portador de adenoma distal com mais de 1 cm de diâmetro, diagnosticado durante sigmoidoscopia.
  • Acompanhamento pós-operatório de acordo com rotina estabelecida pelo serviço, em paciente operado de câncer de cólon. Idem pós-polipectomia endoscópica de cólon.
  • Portador de síndrome de Lynch, doença genética que aumenta a incidência de câncer de intestino grosso em idade precoce.
  • Esquema de Colonoscopia

    Esquema de Colonoscopia

  • Na urgência para hemorragia digestiva baixa.
  • Terapêutica endoscópica, a saber: polipectomias, tratamento endoscópico de lesões sangrantes, incluindo ectasia vascular, nas dilatações de estenoses e na secção de estenoses com equipamentos diatérmicas.


  • CONTRAINDICAÇÕES:


  • Portador de doença inflamatória ativa grave como, por exemplo, megacólon tóxico.
  • Suspeita clínica de peritonite, incluindo diverticulite aguda.
  • Intestino mal preparado. Eventualmente e dependente da experiência do especialista e da quantidade de resíduos fecais, poderá ser tentada a introdução do aparelho ao mesmo tempo em que se instila soro fisiológico sob pressão através o canal de instrumentação.
  • Paciente não cooperativo.
  • Gestação (contraindicação relativa).


  • O PREPARO


    É necessário seguir a orientação do médico para se preparar para o exame. Por exemplo, é preciso discutir com o especialista a suspensão de determinados medicamentos, sobretudo suplementos de fibras, anti-inflamatórios, anticoagulantes e insulina. Um ou dois dias antes, também é necessário limpar o cólon, para tanto, laxantes são utilizados e, por conta de seu efeito, o paciente deve hidratar-se – de preferência com líquidos de cor clara.



    APÓS O EXAME


    Devido à sedação, o paciente pode sentir sonolência após o exame. Também pode ocorrer desconforto abdominal, devido aos gases inseridos no intestino para melhorar a visibilidade durante o procedimento. Sangramentos podem acontecer quando há necessidade de biópsia ou remoção de pólipos. Essas manifestações desaparecem depois de algumas horas – caso contrário, procure o nosso serviço.

    Imagens de Colonoscopia

    Imagens de Colonoscopia